Meus amigos costumam me perguntar qual vinho escolher pra acompanhar melhor tal refeição. Eles me falam a ocasião e se é um almoço ou jantar… eu sempre respondo a mesma coisa rss: depende do que você vai comer!

Faz muito tempo que quero voltar com a coluna de vinhos aqui no blog. Já tivemos matérias muito legais e até colunista fixo sobre o assunto.
Pra quem não sabe, comecei a estudar sobre vinhos na minha primeira faculdade (bacharelado em Hotelaria e Gastronomia pelo Centro Universitário SENAC, 2008-2011).
O Gerson Bonilha, que foi meu professor de Alimentos e Bebidas, é formado em Hotelaria também e especializado em Gestão de Serviços de Bebidas com Ênfase em Vinhos. Ele foi meu primeiro mentor na área dos vinhos. E participar de uma aula em que todo mundo – era obrigado a – girava a taça, eu me sentia menos anormal e mais realizada rss.
Quem gosta/quer entender sobre vinhos não pode ter esses bloqueios de girar taça e ficar apreciando por etapas enquanto os outros da mesa fazem careta. Na verdade, por mais que você leia todos os conteúdos sobre o assunto, é a prática de degustações que vai desenvolver seu entendimento de fato.

Alguns anos depois, conheci meu namorado, especialista no assunto, Amém. Que sorte a minha! <3 A garrafa de vinho é grande pra tomar sozinha e suas características raramente duram mais que um dia. Então as oportunidades de tomar vinho sem desperdiçar ficam mais difíceis sem ter companhia.
Nunca fui muito dos drinks e cervejas (hoje eu faço minhas próprias cervejas artesanais, mas falamos disso outro dia). Então o maior acordo que às vezes eu chegava com amigos em bares e restaurantes, se não tivesse opção de taça no menu, era compartilhar sangrias haha (coquetel de vinho tinto/branco com suco de frutas).

Hoje eu tenho um pouco mais de conteúdo e experiências pra compartilhar com vocês com mais segurança.
Concluí o primeiro level do WSET – Wine & Spirit Education Trust – líder de qualificações em vinhos e destilados a nível mundial pra quem quer desenvolver seus conhecimentos em vinhos e destilados. Disponível em 19 idiomas através de uma rede de mais de 700 centros de ensino autorizados distribuídos por mais de 70 países. São 4 os níveis disponíveis no Brasil, além do 5 e 6, que só podem ser realizados no Reino Unido. Pouco mais de 10 pessoas no Brasil concluíram os 6 níveis até hoje. Até onde eu tinha acompanhado, nenhuma mulher. E provavelmente não serei uma delas hahaha. Tem que estudar MUITO e cada level é bem caro. A qualificação no quarto já te dá acesso ao Instituto Masters of Wine.

ESCOLHENDO UM VINHO

QUAL VAI SER A REFEIÇÃO?

QUEIJOS
Eu tava ansiosíssima por esse momento. Vinho tinto e queijos não são harmonizáveis!
Toda comida que é bem gordurosa, te impede de sentir as características do vinho na boca. Por isso, se você quer ter um momento realmente enogastronômico com queijos, escolha os vinhos brancos. Por eles serem mais ácidos, casam muito bem com o alimento. Chardonnay costuma ser a melhor pedida caso você não tenha certeza de quais tipos de queijo terão.
A melhor harmonização da minha vida foi um queijo gorgonzola com um vinho colheita tardia (late harvest). Recomento o Tokaji. Favor experimentar e me contar! : )
Fica a dica quando você for convidado para um dos tais “queijos e vinhos” na casa dos amigos. Leve essa combinação e surpreenda todo mundo com a experiência!
Ah, pães e frutas são ótimos acompanhamentos.

• MASSAS
Massas e vinhos são almas gêmeas! Mas a uva certa depende muito do molho.
Se for uma massa pesada com carnes vermelhas, como o molho a bolonhesa, pode abrir um tinto mais encorpado como o Cabernet Sauvignon.
Se for uma massa mais leve, com tomates/vegetais/cogumelos, dê preferência a um vinho mais leve também como o Pinot Noir.
Massa com queijo como personagem principal, voltamos ao tópico anterior. Vá de Chardonnay.

• PEIXES E FRUTOS DO MAR
Dependemos muito do tempero do prato pra avaliar a melhor uva. Mas será vinho branco com certeza!
Às vezes rosés também vão muito bem, mas agora de início ganhe experiência com o que tem menos chance de erros.

• CARNES VERMELHAS
Aaaah, o Merlot!
Mais uma experiência marcante pra contar. Salivo só de lembrar do Fraldão com o vinho tinto nacional Aurora Reserva Merlot 2016 que pedi no Olivio Bar.
Se você procurar harmonização de carnes com vinhos na internet, achará uma uva diferente pra cada tipo de corte de carne, ou Cabernet Sauvignon. Mas eu insisto na Merlot e sempre me surpreendo. Ele tem corpo médio e taninos equilibrados. É ótimo!

• AVES
Pra não errar, se fizer questão de um tinto, vá de Pinot Noir, se topar um branco, vá de Sauvignon Blanc ou nosso amigo Chardonnay, mencionado pela terceira vez nas sugestões desse post rss.

Bom. Tentei criar um guia simples e resumido pra ajudar vocês de início. Sem entrar muito nos detalhes como acidez, taninos, álcool e regiões das uvas.
Sugiro vocês anotarem as próximas experiências com vinhos pra irem comparando as próprias análises. Tudo que envolve paladar e olfato não tem uma fórmula definida. Adicione suas próprias parcelas sensoriais na sua soma ; ).

Ai como eu gosto de escrever sobre esses temas.
Agora é oficial. Voltamos com vinhos no blog!!! haha

XOXO,
Laura K.